Revolução Industrial

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É importante abordar o assunto da revolução burguesa na Inglaterra (que aqui consideraremos como uma revolução, ao contrário do indagamento feito por Christopher Hill), tendo em vista que seria ela a responsável por moldar a sociedade inglesa da época, possuindo um impacto enorme e tal importância que definiria o povo e suas relações tanto de trabalho quanto sociais.

Além disso, é possível, a partir da observação de tal acontecimento, explicar o proletariado e como ele, principal resultado da Revolução, torna-se-ia o que é hoje – não é por menos que Friedrich Engels optou por tratar de tal em seu livro “A situação da classe trabalhadora na Inglaterra”. Entretanto, é necessário que assimilhe que a revolução se deu, inicialmente, contra o absolutismo e não como uma revolução necessariamente burguesa.

A Revolução Industrial abala todas as estruturas da sociedade inglesa do século XVIII, levando a mesma a abandonar antigas práticas: da tecelagem e fiação que eram presentes em todas as casas, junto com uma simples agricultura de subsistência, surge um abandono às práticas agrícolas e um foco total na tecelagem, graças as novas máquinas que surgiam na área, facilitando o trabalho e, ao mesmo tempo, aumentando a produção.

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“Meme” representando o descontentamento de um rei absolutista com os ideais do Iluminismo , o qual era contra os regimes absolutistas e apoiado pela burguesia 

É nesse contexto de surgimento de maquinário novo e moderno que surge o proletariado, ou seja, a classe trabalhadora. São, principalmente, aqueles que abandonaram o campo em direção a cidade, visando se tornarem parte da massa de trabalhadores que aumentava cada vez mais, junto com a população. E, nesses campos então abandonados, deu se origem ao proletariado rural, que englobava os grandes proprietários (arrendatários), os quais passaram a produzir em largas escalas graças as novas técnicas implantadas na produção agrícola.

Dentre as tecnologias que surgiram na época, destaca-se não apenas as da área de tecelagem e fiação, tão importantes para aquela sociedade e as com maior participação no desenvolvimento da indústria inglesa, mas também a área de produção de ferro, considerando seu uso na construção tanto de máquinas quanto de outras ferramentas – o que levaria, portanto, a um crescimento da indústria metalúrgica na Inglaterra.

Não obstante, após a Revolução Gloriosa, a Inglaterra se encontrava em uma situação de estabilidade política e de crescimento econômico, graças ao trabalho passar a ser considerado determinante da virtude social e polícia, ao alargamento da produção industrial e agrícola e à harmonia entre cidade e campo. Mas, acima de tudo, a Revolução Inglesa prevalece como a afirmação de uma nova ciência aplicada a produção: o maquinismo é introduzido, há uma passagem da manufatura para a fábrica moderna e da produção domiciliar para o trabalho organizado e especializado.

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“Meme” representando o desejo da burguesia em aumentar seus lucros, ou seja, ganhar mais dinheiro – o que, na Inglaterra, foi feito através do desenvolvimento que ocorreu na indústria no século XVII (Créditos: História nas Redes Sociais – página do Facebook)

 

 

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